A História em Imagens – a indústria pesqueira em Ilha Grande

A Ilha Grande, localizada no município de Angra dos Reis (RJ), era habitada pelos tupinambás antes da colonização. Foi reduto e esconderijo de navios piratas nos século XVII e XVIII, teve fazendas de cana-de-açúcar e café no século XIX e  fez parte do ciclo da banana no século XX.

Imigrantes japoneses começaram a chegar ao local por volta de 1930. Vieram atraídos pelos abundantes cardumes de sardinha do mar de Angra. Iniciaram suas atividades fabricando o dashicô – sardinha seca e defumada utilizada como tempero de sopas. O produto era comercializado para as comunidades nipônicas do interior do Estado de São Paulo.

Conforme o negócio prosperava, mais famílias chegavam a Ilha Grande. Diversas fábricas familiares de beneficiamento de pescado foram instaladas em várias praias  – Bananal, Matariz, Vermelha, Longa, Ubatubinha, Passa Terra, Maguariqueçaba, Ilha da Gipóia. Além do dashicô, começaram também a confeccionar a sardinha salgada. E este logo se tornou o produto principal dessas empresas, que dessa forma atingiam um público mais amplo, além da comunidade japonesa.

Os japoneses tiveram destaque nessa região. Seus empreendimentos correspondiam a uma das principais atividades econômicas em curso no período. Influenciaram, inclusive, as técnicas de pesca entre os caiçaras – como o cerco flutuante, por exemplo.

Esses empreendimentos tiveram seu auge na década de 1970. Nos anos 1980, o negócio começou a declinar. A última fábrica foi definitivamente fechada em 1992.

Existem poucos registros dessa importante parte da história da Ilha Grande. No que se refere a imagens, há fotografias dispersas em arquivos familiares. Esse projeto tem por objetivo digitalizar essas imagens e disponibilizá-las para a comunidade e pesquisadores.

Essa ação está em fase de elaboração e é uma realização da Celestial. Mais notícias em breve nesse site.

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